COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

sábado, 31 de dezembro de 2011

DISCURSOS DE GETÚLIO VARGAS PARA A FEB - 1944

Este livreto é um compêndio dos discursos realizados pelo Presidente Getúlio Vargas, no ano de 1944. Dentre os discursos, encontram-se dois direcionados à FEB.

Um deles foi proferido aos Oficiais e Soldados do Corpo Expedicionário Brasileiro, em abril de 1944, enquanto que o outro foi realizado à toda a FEB, um nas proximidades do embarque do primeiro escalão.











Este livreto faz parte de uma coleção de discursos do Presidente Getúlio Vargas, sendo um livreto para cada ano de mandato.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

REALIZAÇÕES DA CASA DA FEB 2011

É com imenso prazer que vimos, durante este ano, o ressurgimento da Casa da FEB, também conhecida como o Museu da FEB da Rua das Marrecas, sede da ANVFEB.

Tudo indicava que veríamos o fim de mais uma sede dos gloriosos febianos, pois este é o destino de tudo o que está ligado à história da Nação, toda relegada ao esquecimento.

Clique nas figuras abaixo para saber os pormenores desta virada, e já uma prévia dos acontecimentos para o ano vindouro.





Enviado pelo nosso amigo Cesar Cerqueira.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ex-combatente lança livro sobre memórias na segunda-feira



Autor é homenageado no projeto “Memórias dos Ex-combatentes”
O Correio do Povo
Publicado 13/12/2011 às 14:32:09

O FEB – Museu da Paz, anexo à Fundação Cultural/JS, é o palco da solenidade de lançamento do livro “Um Soldado Desarmado” a partir das 19 horas da próxima segunda-feira, dia 19, quando o autor da obra, Anselmo Bertoldi, também será homenageado no projeto “Memórias dos Ex-combatentes”. O veterano da Força Expedicionária Brasileira conta em 87 páginas muitas das histórias dramáticas que viveu como soldado na Segunda Guerra Mundial.

A publicação do livro foi viabilizada com recursos da Fundação Cultural em uma edição com 500 exemplares impressos. Além de ser disponibilizada para leitura em bibliotecas escolares, Arquivo Histórico e Biblioteca Pública Rui Barbosa, a obra também estará à venda no FEB – Museu da Paz, ao custo de R$ 10.

Atualmente com com 92 anos e atuando como presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB – ANVFEB – Sessão Regional de Jaraguá do Sul, Anselmo Bertoldi também é o homenageado com uma exposição sobre sua vida, que será aberta na mesma noite do lançamento de seu livro, integrando o projeto do Museu da Paz intitulado “Memórias dos Ex-combatentes”. As mostras reúnem fotos, objetos pessoais e um pouco da história de cada homenageado, desde a origem, passando pela participação como combatente, até seus momentos de lazer.

Anselmo Bertoldi é o terceiro homenageado no projeto “Memórias dos Ex-combatentes”, que já envolveu exposições sobre o capitão Ferdinando Piske e Guilherme Humberto Emmendoerfer.

O quê: Lançamento do livro “Um Soldado Desarmado”

Quando: Dia 19 de dezembro, segunda-feira, a partir das 19h

Onde: Museu da Paz, anexo à Fundação Cultural, Av. Getúlio Vargas, 405, Centro

Quanto: Gratuito

*Informações da assessoria de comunicação da prefeitura de Jaraguá do Sul.

Fonte: www.hmmb.com.br/forum

Enviado por: Gustavo Lima

sábado, 10 de dezembro de 2011

CITAÇÃO DE COMBATE DO TENENTE IPORAN

CITAÇÃO PARA A CRUZ DE COMBATE DE 1ª CLASSE DO TENENTE IPORAN


Durante toda a campanha da FEB, destacou-se em diversas patrulhas de combate e em três batalhas – Monte Castelo, Castelnuovo e Montese – em que o 11º RI se envolveu, tendo recebido doze elogios por suas ações militares, nas quais sempre fazia prisioneiros alemães. Na antevéspera do ataque a Montese, na chefia de uma patrulha de combate, abriu uma pequena brecha em um campo minado que protegia uma das bordas fortificadas da posição alemã. Durante o ataque do dia 14 abr., já conhecendo o terreno e sabendo da existência da brecha, a qual era desconhecida dos alemães, foi à frente da força de ataque, entrando com seu pelotão em Montese, tomando a torre local, onde fez vários prisioneiros, e manteve posição de resistência contra os alemães, contribuindo em larga escala para a vitória da FEB nesta batalha. Seu pelotão foi a primeira tropa brasileira a romper o dispositivo defensivo e adentrar no fortificado ponto de defesa dos alemães, em um momento em que as unidades da FEB engajadas na batalha sofriam pesadas perdas decorrentes da obstinada resistência inimiga. Demonstrou coragem, decisão, vontade, senso de cumprimento do dever e iniciativa.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MORRE UM DOS MAIORES HERÓIS DE MONTESE - TENENTE IPORAN



Tenente Iporan Nunes de Oliveira.
Foto escaneada do livro: “Montese, Marco Glorioso de uma Trajetória”
Cel Adhemar Rivermar de Almeida

A Casa da FEB, com pesar, informa o falecimento do Veterano - Cel IPORAN, no último sábado, dia 03 de dezembro de 2011, às 09:00, em sua residência em Icarai – Niteroi –RJ, por falência múltipla dos órgãos, aos 94 anos.

Não houve velório, somente a solenidade de despedida, ocorrida na terça, dia 06 dez 2011, no Crematório do Cemitério Parque da Colina - Estrada Francisco da Cruz Nunes 987- Pendotiba – Niterói – RJ

As Honras Militares foram prestadas pelo 21º GAC.


Que a sua Alma siga a corrente da Vida eterna. Junte-se aos outros irmãos de armas que já foram...

Breve resumo biográfico

Nascido aos 20 Dez 1917 em Cuiabá – MT. Declarado Aspirante a Oficial da Arma de Infantaria pela Escola Militar de Resende, em 08/01/1944, escolhendo para servir como voluntário no 11º RI - Regimento Tiradentes, tendo embarcado para a Itália em 23/04/1944 (2° escalão da FEB), onde atuou com denodo como Ten Cmt Pel durante toda a campanha, principalmente em MONTE CASTELO e MONTESE, fazendo jus por bravura em combate às seguintes distinções:

Cruz de Combate de 1ª Classe;

Cruz de Combate de 2ª Classe;

Silver Star – Estados Unidos, sendo agraciado pelo General Charles H. Gerhalt,

chefe da Comissão Militar Mista Brasil – EUA, que se deslocou por via

aérea até Cuiabá, aos 15/07/1946, com numerosa comitiva, especialmente

para a outorga no 16° BC.

Admitido na OBE - Order of the British Empire, em cerimônia com a presenca do Marechal de Campo Viscount Alexander, realizada no Palácio das Laranjeiras, aos 15/06/1948, sendo o diploma assinado de próprio punho pelo Rei George VI.

Colaborador:

Israel Blajberg
Diretor de RP – Casa da FEB
Rio de Janeiro
05 dez 2011

anvfeb@uol.com.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PRAÇA DOS EXPEDICIONÁRIOS EM SÃO JOÃO D'EL REY - MG

Recentemente o nosso amigo Marco Antônio Barsotti esteve em São João del Rei-MG e foi visitar o museu da FEB, que fica nas dependências do 11º B.I. de Montanha, regimento Tiradentes. Ele ficou muito empolgado com o belo e grande acervo que eles mantem por lá. Infelizmente, o belo monumento, que fica em praça pública, em homenagem aos febianos, encontra-se em péssimo estado de conservação.

Seguem as fotos da Praça





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domingo, 4 de dezembro de 2011

DEATH CARD DE UM SOLDADO ALEMÃO MORTO EM COMBATE

Desta vez não estou mostrando uma peça da FEB, mas sim uma peça alemã. Apesar de ser uma peça que lembra os horrores da guerra, é uma importante parte da história de um soldado.

O Death Card é um tipo de santinho e a tradução literal é cartão de morte. Era comum a fabricação destes cartões após a morte dos soldados alemães. Algumas informações acerca da vida do soldado e da sua própria morte podem ser encontradas neles.

No caso específico deste cartão, encontramos os seguintes dados:

Nome: Jakob Seitz, soldado de um Batalhão de Comunicações.
Nascido em 31 de maio de 1926, em Schenkengrub, e morto em abril de 1945, na planície do Pó, na Itália.

Tendo em vista o dado acima que eu coloquei esta peça no site. Ele foi morto em combate justamente na área onde a FEB e o resto do 5º Exército estava atuando em abril de 1945, na perseguição às tropas alemãs que estavam se retirando da Itália, já nos momentos finais da guerra.

Parte da frente:



Parte de dentro:



Parte de trás, com a foto do soldado:

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Jeep Ford 1942: o modelo que foi do Exército Brasileiro na 2ª Guerra

Esta matéria foi enviada pelo nosso amigo Gustavo Lima, sendo também publicada no fórum www.hmmb.com.br

O carro deveria ser leve e resistente, pois eram transportados por cargueiro até território inimigo e desembarcados

Texto: Antigo Motors/Fernanda Lopes
Foto: Antigo Motors/Jocelino Leão
http://www.webmotors.com.br



Novembro de 1944. Brasileiros acostumados ao sol e samba, lutam para sobreviver em meio à neve e gritos de horror na Itália fascista. Neste mês tentam, pela primeira vez, tomar a região de Monte Castello, que junto às demais tropas aliadas venceriam meses depois, em Fevereiro de 1945. “A Força Expedicionária Brasileira – FEB contou com Jeeps, que serviram como cães fiéis, ultrapassando as mais diversas condições sobre quatro rodas. O Jeep Ford GPW 1942 da matéria pertenceu ao Exército Brasileiro durante a 2ª Guerra”, conta a pesquisadora do Portal Antigo Motors.



“Comprei o veículo de um arquiteto em 1988 e este o adquiriu em um leilão do Exército, em 1952. Ele serviu na instrução de soldados no curso de material bélico na Academia Militar de Realengo, hoje Agulhas Negras. Está cerca de 90% original”, conta orgulhoso o proprietário deste histórico exemplar. A criação do modelo para finalidades gerais, “general purpose” em inglês, cujas letras “G” e “P” soam “jeep” dando origem ao nome, surgiu de uma solicitação do Exército Norte Americano para a criação de um veículo prático de guerra.



O carro deveria ser leve e resistente, pois eram transportados por cargueiro até território inimigo e desembarcados. Deveriam ser de fácil manutenção, ter tração 4x4, capacidade para 3 passageiros e uma metralhadora, transporte de carga de 250kg, daí decorrendo sua designação oficial de “Caminhão Utilitário para finalidades gerais, ¼ ton., 4x4”, velocidade máxima em torno dos 80km/h e mínima de 5km/h, o equivalente ao caminhar de um soldado, entre outros predicados. O projeto original é da American Bantam Car Company, aperfeiçoado pela Willys Overland, que fizeram parceria na fabricação. Em 1941 a pressão era tamanha, que a participação da Ford como segunda montadora se tornou inevitável para atender o mercado, seguindo padrão Willys.



Já em janeiro de 1942, a Ford começou a produção dos GPWs (G –governo, P - distância entre eixos de 80 polegadas e W- Willys). “Embora houvesse um padrão a seguir, os veículos feitos pela Ford e Willys tinham suas diferenças, como o chassi de perfil retangular (em U invertido) e para-choque dianteiro com três furos no caso Ford”, nota pesquisadora do Portal Antigo Motors. A produção do modelo foi até Dezembro de 1945, já com o fim da guerra.



Na ocasião da compra, o arquiteto vendeu sob uma condição: que assumisse o compromisso de restaurá-lo sem modificar suas características originais. Cumpriu a promessa e o levou para mostrar. O antigo dono ficou emocionado.Hoje é figura constante em desfiles militares oficiais. Fascinado por história, o condutor deste jeep militar conta algumas aventuras que viveu, “tudo aconteceu por causa deste carro”.



Nesse clima de preservação, o veículo exibe pintura inspirada no Primeiro Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira durante a segunda guerra mundial. Desmontou o carro todo em Novembro de 1988, ficando pronto para homenagem à FAB (Força Aérea Brasileira), em Abril de 1989. Transportou expedicionários, patronos e muita gente importante. Mas o mais especial foi a participação de seu proprietário em homenagens aos expedicionários na Itália e de um vídeo documentário, em fase de finalização, sobre a atuação brasileira na guerra.



Os veículos tiveram papel importante na participação brasileira na 2ª Guerra, diz o motorista, narrando os perrengues sofridos pelos heróis. “Passaram fome, frio, destruição, famílias arrasadas, miséria e violência... Até hoje os italianos valorizam a conquista do modo de vida livre. Só quem passou por isso sabe o peso que tem”, afirma. E os jeeps seguiram levando munição, armamento, feridos, cadáveres, suprimentos e outros ítens. “Muita gente não tem consciência dessa importância”, lamenta.



Em abril de 1945, as tropas aliadas cercaram os inimigos e finalizavam a libertação da Itália. Em abril de 2010 um evento comemorou o feito e refez o trajeto percorrido pelos americanos, todos devidamente caracterizados, para encenar na linda cidade de Verona, aquela de Romeu e Julieta, o episódio histórico. Seu atual proprietário esteve lá. Emocionante.



Enquanto isso, o Jeep Ford GWP de 1942 segue firme e forte. “É um carro de serviço, jipes não eram tratados a pão de ló. Faço trilha, piso no banco, é um carro para usar”, diverte-se. E o prazer de dirigir? “Na volta, vou tirando o pé do acelerador para demorar mais para chegar em casa”, revela. Com tanta história em seu DNA de lata, nós do Portal Antigo Motors faríamos o mesmo.

Agradecimentos ao Jeep Clube do Brasil (www.jeepclubedobrasil.com.br), Associação Brasileira de Preservadores de Veículos Militares - ABPVM, Marco Cesar Spinosa e Julio Florez.

Para fotos outras exclusivas, acesse o Portal Antigo Motors.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.

Para complementar este tópico, vamos mostrar mais algumas informações e fotos....

Segundo nosso amigo Gustavo Lima: Jipe é a palavra em Português para o nome Jeep, decorrente da pronúncia em Inglês de GP, “General Purpose”. Jipe é um veículo militar de uso geral desenvolvido pela indústria americana no final da década de 30, resultado do esforço de guerra. O Jipe foi criado com o objetivo principal de substituir a cavalaria e as motocicletas nas ações militares que exigiam rapidez e flexibilidade. Para o General George Marshall, o Jipe foi a maior contribuição dos Estados Unidos para a guerra moderna. Considerando outras máquinas que quebraram paradigmas, como os navios de desembarque, por exemplo, pode-se sentir algum exagero no julgamento do General Marshall, mas este pequeno veículo constituiu-se em contribuição importante para o avanço aliado.

Depois da fase experimental, o Exército Americano encomendou, em julho de 1941, 16.000 unidades à Willys-Overland. Em seguida, outros fabricantes americanos também iniciaram sua produção, mas mantendo as características básicas do modelo. Suas principais vantagens eram a velocidade, que podia chegar a 96 km/hora, a leveza combinada com resistência, que permitiam boa dirigibilidade em terrenos acidentados, aliadas à sua tração nas quatro rodas com seis marchas para frente e duas para trás. Além disso, podia ser adaptado com metralhadoras, canhões, ou funcionando na sua característica básica que era transporte de pessoal.

Também foi muito utilizado como rebocador de canhões e equipamentos. Era pequeno o suficiente para ser transportado em barcaças e aviões, sendo possível atirá-lo de para-quedas. Constituiu-se em um verdadeiro “pau para toda a obra”.

Até o final da Segunda Guerra Mundial foram produzidos 653.000 Jipes.

Agora um outro artigo:

O equipamento era essencialmente de procedência norte-americana, e a quase totalidade foi recebida na Itália onde lutou como parte integrante do 5º Exército Norte-Americano.
Dentre os veículos que operou cabe destacar as 655 viaturas 1/4 de tonelada, mais conhecidas como Jipe (Jeep), sendo que 09 deles operaram como ambulância transportando feridos até os hospitais de campanha com muito boa eficiência, no Batalhão de Saúde, junto a outros tipos de veículos. Nas demais unidades da FEB, junto ao destacamento de saúde, existiram jipes ambulâncias, na maioria das vezes apenas um por unidade.
Barrie Pitt, autor de diversos livros sobre assuntos militares assim o definiu:
..."Ele possuía também qualidades práticas que nenhum outro veículo apresentava. Podia carregar seis homens, percorrer a 80km/h enormes distâncias e desembarcar seus passageiros em um segundo, ao parar ( a menos que a capota estivesse levantada, é claro, quando ele então deixava de ser um jipe). Saltava-se simplesmente por cima. Se viesse a atolar em areia fofa ou num pântano, quatro homens podiam tira-lo apenas rolando-o, depois de retirar o pára-brisas e o volante (embora se perdesse um pouco de gasolina no processo). Outra vantagem era o capô, que por ser plano permitia a leitura de mapas, fazer refeições e a barba, ou prender os confortos extras que a gente realmente não tinha o direito de levar. Mais tarde, verificamos que também podíamos transportar feridos deitados nele.
Em ação, o desempenho do jipe era tão bom quanto seus usuários esperavam que fosse, e talvez melhor do que seus projetistas sonhavam"...
Muitos veículos militares podiam ser convertidos em transportes de pacientes com ligeira modificação ou não da estrutura, mas a viatura Jipe de 1/4 tonelada e seu reboque faziam parte do equipamento padronizado das seções do batalhão de saúde e de muitas outras unidades do Exército norte-americano e seus aliados. Quase sempre estavam ao alcance e eram adaptados facilmente para transportar feridos ou doentes.
É comum encontrarmos fotos de diversos Jipe da FEB em sua versão ambulância em plena atividade. O próprio exército norte-americano elaborou manuais de campanha onde na parte de Saúde é possível observarmos o transporte de doentes e feridos, manual este conhecido pelo código C-8-35 também adotado no Exército Brasileiro nos pós-guerra.
Diversas montagens foram elaboradas para a versão do Jipe Ambulância, como a de poder levar dois pacientes sem alterar o veículo original, colocando uma padiola atravessada na parte detrás da viatura com os punhos assentados nas laterais do veículo, e a segunda ao longo do lado direito do veículo com seus punhos apoiados na primeira padiola e no pára-brisa deitado

DADOS TÉCNICOS

País: USA
Fabricante: Willys Overland (MB) e Ford Motors (GPW)
Modelo: Transporte não especializado l/4 t 4x4
Nome vulgar: Jeep
Guarnição: 4 homens
Motor: Willys 442 “Go Devil” de 4 Cilindros a gasolina, 60hp
Peso: 110kg
Carga útil: 362Kg qualquer terreno, 544Kg em estrada
Altura de engate: 533mm
Sistema elétrico: 6 volts
Capacidades: reservatório de combustível: 56 litros (gasolina)
motor: 3,78 litros
caixa de mudança: 0,71 litros
caixa de transmissão múltipla: 1,42 litros
diferencial dianteiro/traseiro: 1,18litros
Desempenho: rampa máxima: 58%
raio de curva (direita/esquerda) 5486/5638mm
vau: 635mm
consumo médio de combustível: 8km/l
raio de ação médio: 458km
velocidade máxima: 88km/h.


* BASTOS, E.C.S. Jeep Ambulância na FEB. Itália 1944 - 1945. Disponível em: http://www.ecsbdefesa.com.br/defesa/arq/art3.htm . Acesso em: 26 Fev 2010.

Para coroar este tópico, mostramos o Tenete Ênio, pai do nosso amigo Gustavo Lima, em frente ao seu inseparável jipe.



Tenente Ênio, junto com Oficiais da CPP III do 11 RI.



O Tenente Ênio receberá uma matéria exclusiva neste sítio, em breve.

Obrigado ao Irmão Gustavo pela matéria.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PROJETO MEMÓRIA VIVA - FEB



É com grande entusiasmo que divulgamos a iniciativa dos nossos amigos: Dr. César Campiani Maximiano, Ten Cel EB Durval Lourenço Pereira Jr. e Prof. Marcus Carmo, em diversificar a memória da FEB no Brasil.

Transcrevi parte da justificativa deste projeto:

"Em pleno Séc XXI, quando a revolução digital popularizou a gravação de vídeos por meio de câmeras de baixo custo e até por telefones celulares, é anacrônico que a narrativa dos protagonistas de um dos eventos mais significativos para história do Brasil — a participação da Força Expedicionária Brasileira na II Guerra Mundial — esteja restrita à memória escrita, tal qual os eventos ocorridos nos primórdios da civilização.

Da mesma forma, numa realidade onde o computador pessoal, conectado à internet, constitui o principal instrumento de pesquisa escolar, é lamentável a ausência de uma fonte de referência oficial sobre a história da FEB. Atualmente, a trajetória da FEB é encontrada de forma fragmentada em diversos sites espalhados pela rede.

Com progressivo fechamento das Associações Nacionais dos Veteranos da FEB (ANVFEB), boa parte do acervo material que essas associações mantinham vem sendo dilapidado, tendo como destino coleções particulares. Esvai-se, dessa forma, um precioso e insubstituível patrimônio histórico. Por isso, a digitalização de material iconográfico (fotografias, mapas, imagens e desenhos) e documentos (livros, manuscritos, panfletos, cartazes e cartas) proposta pelo projeto, visa perenizar e universalizar o acesso a esse material."

É interessante notar que uma das justificativas deste projeto se coaduna com a da existência deste blog. Desde já informo que ajudaremos na execução deste, aqui no Rio de Janeiro.

Para saber mais, acesse: http://olapaazul.com/

Obs: Esta iniciativa possui cunho estritamente particular, não estando ligada a nenhuma instituição pública ou privada.

sábado, 12 de novembro de 2011

MANUAL DE MEDALHAS BRASILEIRAS DA II GUERRA MUNDIAL

Apresentamos um manual interessante para quem quer ter acesso às Leis, Decretos e Regulamentos que regem a entrega das medalhas brasileiras atinentes à II Guerra Mundial.

Editado pelo Museu Histórco Nacional, em 1956, esse manual foi o primeiro a trazer os detalhes jurídicos que regulavam estas condecorações. Posteriormente, na década de 60, foi lançado outro manual com as mesmas informações, mas esse também continha as medalhas do Exército em tempo de paz.

Além das medalhas da FEB, neste manual aparecem, também, as da Marinha de Guerra e as raríssimas medalhas da FAB.





HOMENAGEM AOS HERÓIS SOCORRENSES NO LAPA AZUL

Mais um excelente posto do nosso amigo Durval Junior, do Lapa Azul.

No próximo dia 19 de novembro, está previsto descerramento de uma placa em homenagem aos pracinhas da FEB na cidade de Socorro-SP. A iniciativa é do pesquisador Derek Destito Vertino, licenciado em História e pós-graduando em História Militar.

Para maiores informações, visite: http://olapaazul.com/

sábado, 29 de outubro de 2011

DIPLOMAS DO GENERAL MASCARENHAS DE MORAES

Estes diplomas foram conferidos ao Comandante a FEB, ainda na Itália. São datados de um pouco depois do fim da guerra na Europa (8 dias após o de Campanha), e o de Guerra, em agosto de 1945. Estão à mostra em um museu militar daqui do Rio de Janeiro.

A maioria dos diplomas da FEB foram conferidos no Brasil,impressos no Rio de Janeiro. Os últimos diplomas da FEB, datados pós 1960, foram impressos em Brasília. Mais para frente mostraremos aqui, este tipo de diploma.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O VALOR DA FÉ EM MEIO À GUERRA

Encontrei nos registros do Livro Tombo, deste Paróquia de São Sebastião, da Vila MIlitar, um valioso trecho, que posso e passo a reproduzir para os senhores, sobre o valor da fé em meio à guerra.*

Assim escreveu o Monsenhor João Batista Cavalcanti, antigo Capelão da Vila Militar, e também DA feb, durante a segunda guerra: "na noite de Natal de 1944, o II Batalhão do Regimento Sampaio estava acampado em Porreta Terme, ....foi nesta noite que tivemos a ocasião de assistir a queda dos primeiros flocos de neve, espetáculo impossível de descrever, Noite de Natal...longe das famílias...ver e assistir neve pela primeira vez, realmente a comoção foi muito grande. Às 2345 horas, reuni os soldados, cabos, sargentos e oficiais em um grande galpão, para celebrar a Santa Missa de Natal, a popular Missa do Galo, congratulamo-nos lembrando de nossas famílias distantes, mas unidas a nós por Jesus Cristo, cujo aniversário comemorávamos.

Iniciamos a missa e, à altura do Ofertório, uma granada explodiu e os estilhaços bateram fortemente na porta do galpão. O susto não foi pequeno, mas com calma continuei com as palavras de consagração (do pão e do vinho) e, em seguida, rapidamente distribuí a Sagrada Comunhão aos que estavam preparados, purifiquei o Cálice e fizemos uma oração, agradecendo à Nossa Senhora Aparecida pela proteção que nos deu, naquele momento, pois, por fração de metros, a granada teria destruído todo ou parte do galpão.

Terminamos com a Canção Noite Feliz. Ainda paramentado, fui cumprimentar o Maj Syzeno que, com a voz comovida, disse-me: Tudo bem meu capelão, mas nunca assisti a uma missa tão rápida e, ao mesmo tempo, tão piedosa como esta. (ao todo, acho que não gastamos mais que 10 minutos). Respondi: Obrigado, Major, mas parece-me que sua voz ainda está comovida, pelo susto dos estilhaços, ....algo transparece da emoção que lhe vai na alma também pela paúra dos ferimentos, ou da própria morte...."

Palavras proferidas pelo Tenente Lucas, Capelão da 1 DE, em 12 de outubro de 2011.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

PERNEIRAS BRASILEIRAS M-34 FEB

Apresento um item que é bastante difícil de aparecer por ai, pois ele foi usado apenas na ida para a Itália, como podemos ver na foto que acabou de chegar.

Esta foto era propriedade da imprensa americana. Infelizmente, não há legenda no verso, mas dá para perceber que é uma foto do primeiro escalão, tendo em vista a presença do então Presidente Getúlio Vargas à bordo.

Notem a perneira do soldado que está sentado no beliche, conversando com o Presidente. Ele estava usando uma fabricada no Brasil, modelo 1934. Este tipo foi usado apenas durante a viagem, tendo sido trocado pelo modelo americano (M 38), antes do início das operações.



Apresento agora o item em questão, pertencente ao nosso colaborador Carlos Campestrini, de Santa Catarina.





Por fim, uma foto do Museu da Rua das Marrecas, antes de ser reformado. Foto tirada por André Panza.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CAPITÃO YEDDO BLAUTH NO LAPA AZUL

Mais uma interessante e muitíssimo bem escrita matéria do nosso amigo Durval Junior, diretor do Lapa Azul.

Desta vez, ele fala sobre um evento ocorrido durante a apresentação de um dos trabalhos do II SESFEB, e as suas consequências.

Fala, também, do Capitão Yeddo Blauth, do qual temos algumas fotos publicadas pelo nosso site co-irmão.

Visitem: http://olapaazul.com/

domingo, 2 de outubro de 2011

BLOG O LAPA AZUL

Apresentamos mais um Blog que trata sobre FEB, do nosso amigo Durval Lourenço Junior, diretor do filme O Lapa Azul, que consideramos ser igualmente excelente.

Destaque para as matérias:

- O Lapa Azul no inferno de Montese, de 01 de outubro;
- Monte Castello, de 07 de agosto;
- A versão da sogra, de 13 de junho;
- O primeiro tiro de artilharia da FEB, de 10 de junho, entre outros



Visitem: http://olapaazul.com/

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

MAIS LEMBRANÇAS DO VETERANO ENOCK PIRES ARAÚJO

Colocamos, neste espaço, há algum tempo atrás, os pertences do veterano Enock Pires Araújo, que serviu junto ao Batalhão de Engenharia de Aquidauana - MS.

A família deste veterano nos mandou mais algumas lembranças que pertenceram a ele.

Vamos às fotos....

Primeiramente, uma identidade militar







Agora, a carteira de vacinação completa



Foto de estúdio



Outra foto de estúdio. Reparem nos modelos de cobrinhas diferentes, sendo o da esquerda o modelo fabricado no Brasil, ou seja, foto tirada em 1945.



Por fim, uma foto mais recente do veterano, quando era sócio da ANVFEB



Mais uma vez agradecemos ao colaborador Ivan, por ter cedido as fotos.

Para visualizar o restante dos pertences, ver: http://museuvirtualfeb.blogspot.com/2010/06/colecao-de-um-leitor-do-blog-da-feb.html

sábado, 3 de setembro de 2011

FORUM PARA COLECIONADORES DE MILITARIA E INTERESSADOS EM HISTÓRIA MILITAR



Para quem gosta de militaria, busca informações sobre medalhas e outras peças do Brasil e do mundo, este é o lugar.

Eu mesmo já aprendi muito neste espaço, inclusive sobre a FEB. Mas tem peça de todos os períodos, desde o Império do Brasil até as peças mais recentes, passando por FAB, Marinha, Revolução de 32.....

Acesse: www.hmmb.com.br/forum e se inscreva.