COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

sábado, 29 de dezembro de 2012

MEDALHA DE SERVIÇOS DE GUERRA DA MARINHA - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Apresentamos uma interessante combinação, entre uma medalha da Marinha de Guerra do Brasil e um diploma da Marinha Mercante. Sobre a medalha, há os seguintes dados:

Instituída em 13 de dezembro de 1943, pelo Decreto 6095, a Medalha de Seviços de Guerra era concedida aos militares das Marinhas de Guerra Brasileira e Aliadas, da ativa, da reserva ou reformados, e aos Oficiais e tripulantes dos navios mercantes nacionais e aliados, que tenham prestado valiosos serviços de guerra, quer a bordo dos navios, quer em comissões em terra.

Em bronze, no anverso, tem-se uma âncora clássica ao centro, tendo na curva superior a inscrição - Serviços de Guerra - e no exergo - Marinha do Brasil - separadas por duas pequenas estrelas e as palavras, entre si, por pontos. Reverso, tendo na parte central, em baixo-relevo, uma divisão de três contra-torpedeiros navegando a 3/4 de frente.

Fita em seda chamalotada, de azul-marinho, com uma faixa central em cinza-azul-pérola, e dois frisos laterais junto às orlas (da mesma cor da fita). Na fita da medalha poderiam exibir uma, duas ou três estrelas de acordo com o tempo de serviço. 



Segundo o Wikipédia:

Piloto (náutica)

Um piloto é, em sentido lato, um oficial da marinha mercante, responsável pela navegação de uma embarcação. No passado, o sota-piloto era o oficial imediato ao piloto, a bordo de um navio.

Em sentido restrito, o termo "piloto" pode designar uma categoria da carreira de oficial náutico, uma função de oficial de convés a bordo de um navio ou uma função de apoio à navegação dos navios que entram e saem de um porto. Apesar das diferenças, estas diversas funções são normalmente desempenhadas por profissionais pertencentes à mesma carreira de oficial náutico da marinha mercante.

Fonte: www.hmmb.com.br

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

MEDALHAS DA MARINHA DE GUERRA - FORÇA NAVAL DO SUL E DO NORDESTE

Como havíamos prometido há um tempo atrás, vamos, de vez em quando, apresentar as peças da Marinha de Guerra Brasileira.

Antes da apresentação das peças, ai vai um breve histórico desta campanha da Marinha nas águas do Atlantico Sul. Acho interessante trazer à tona o mesmo, pois é bastante desconhecido da maioria, inclusive os que gostam da história do Brasil na Segunda Guerra.

"Iniciada como um conflito europeu, a Segunda Guerra Mundial tomaria de assalto o mundo. O Brasil, sob o governo de Getúlio Vargas, manteve-se neutro nos primeiros anos da guerra. Quando, em fevereiro de 1942, os navios mercantes brasileiros começaram a ser torpedeados em grande número, o Brasil reforçou seu apoio aos Aliados. A ofensiva do eixo contra nossa frota mercante culminou em agosto daquele ano, quando um único submarino alemão afundou seis navios de bandeira brasileira, resultando na morte de 607 pessoas, o que levou o Governo Vargas à declaração de “Estado de Guerra” contra as nações do Eixo, em 31 de agosto de 1942.

A missão da Marinha do Brasil, na Segunda Guerra Mundial, foi patrulhar o Atlântico Sul e proteger os comboios de navios mercantes, que trafegavam entre o Mar do Caribe e o nosso litoral Sul, contra a ação dos submarinos e navios corsários alemães e italianos. Luta constante, silenciosa e pouco conhecida pelos brasileiros.

A capacidade de combate da Marinha do Brasil, no alvorecer do conflito, era modesta, se comparada com as grandes esquadras em luta no Atlântico Norte e no Pacífico. O nosso pessoal e os nossos meios não estavam preparados para engajar com o inimigo oculto sob o mar, que assolava o transporte marítimo no nosso litoral. Ingressaríamos em uma guerra anti-submarino sem equipamentos para detecção e armamento apropriado, porém este obstáculo não impediu que navios e tripulações lutassem desde as primeiras horas daquele 31 de agosto, assumindo com entusiasmo os riscos de um combate desigual.

A criação da Força Naval do Nordeste (FNNE), pelo Aviso nº 1.661, de 5 de outubro de 1942, foi parte do rápido e intenso processo de reorganização das nossas forças navais para adequar-se à situação de conflito. Sob o comando do então Capitão-de-Mar-e-Guerra Alfredo Carlos Soares Dutra, a recém-criada força foi inicialmente composta pelos seguintes navios: Cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, Navios-Mineiros Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo (posteriormente reclassificados como corvetas) e os Caça-Submarinos Guaporé e Gurupi. Receberia ainda navios que acabavam de ser prontificados pelos nossos estaleiros e várias escoltas anti-submarino cedidas pelos norte-americanos; constituindo-se na Força-Tarefa 46 da Força do Atlântico Sul, subordinada a 4ª Esquadra Norte-Americana, reunindo a nossa Marinha com a Marinha dos Estados Unidos da América, que já lutava contra a ameaça submarina desde 1941. A atuação conjunta com os norte-americanos trouxe meios navais e armamentos mais adequados à guerra anti-submarina, proporcionando também o indispensável treinamento para o nosso pessoal, habilitando-os a operarem navios modernos com meios de detecção pouco conhecidos até então, como o sonar.

Mas não só no Nordeste fazia-se sentir a ação da Marinha do Brasil. A 25 de agosto de 1942, pelo Aviso 1351, foi criado o Grupo de Patrulha do Sul, incorporando inicialmente os antigos contratorpedeiros Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Sergipe. Mais tarde, foram substituídos pelo Contratorpedeiro Maranhão e os navios-mineiros, classificados como corvetas Cananéia e Camocim. A 24 de abril de 1944, pelo Aviso 597, o Grupo Patrulha do Sul foi transformado em Força Naval do Sul, mantendo o Contratorpedeiro Maranhão e incorporando, no lugar das corvetas da classe C (transferidas para a Força Naval do Nordeste), as da classe Felipe Camarão, e mais a Corveta Jaceguai.

A ação prioritária para a Marinha do Brasil era a escolta dos comboios de navios mercantes, e nesta missão cada navio mercante que chegava ao seu porto de destino em segurança era uma vitória alcançada. Vitórias diárias e silenciosas, que não produziram manchetes nos jornais, mas mantiveram abertas as vias de comunicação marítima no Atlântico Sul, provendo os Aliados de materiais estratégicos essenciais para o esforço de guerra e mantendo a economia nacional abastecida. Contudo, esta guerra cotidiana e silenciosa, incluiu 66 ataques de navios de guerra brasileiros a submarinos registrados pelos próprios alemães e custou inúmeras vidas. As perdas brasileiras na guerra marítima somaram 30 navios mercantes e três navios de guerra, destes últimos dois, o Bahia e o Camaquã, eram componentes da FNNE. Nas operações navais na Segunda Guerra Mundial, a Marinha do Brasil perdeu 486 homens.

Em 6 de novembro de 1945, concluída a sua missão, as duas Forças regressaram ao Rio de Janeiro, a do Nordeste, sob o comando do Contra-Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra, e a do Sul, sob o comando do Contra-Almirante Octavio Figueiredo de Medeiros. No dia 7 de novembro, embandeirados em arco, as guarnições dispostas pela borda e com vivas da Ordenança, os navios de guerra prestaram continência ao Presidente da República, Dr. José Linhares, seguiu-se desfile das guarnições dos navios que percorreu o seguinte itinerário: Rua Visconde de Inhaúma, Avenida Rio Branco, Rua 13 de Maio, Largo da Carioca, Rua Uruguaiana e, novamente Rua Visconde de Inhaúma e Arsenal de Marinha. O Jornal do Brasil, datado de 8 de novembro de 1945, ao noticiar o desfile, descreveu que “A cidade [Rio de Janeiro] viveu ontem um dos mais belos espetáculos que já lhe foi dado assistir”.

Fonte: https://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/regresso_das_forcas/nota_regresso_das_forcas.htm

Neste site, há algumas fotos também.

Composição das Forças:
FNN: CRUZADORES - 2 Bahia e Rio Grande do Sul
CORVETAS - 5 Carioca, Cabedelo, Caravelas, Camaquã e Cananéia (+3 EM 1944)
CAÇA-SUBMARINOS - 2 (+14 em 1943, sendo 8 csse Guaporé e 8 classe Javari, casco de madeira)
Tender Belmonte
CONTRAORPEDEIROS - 11 em 1944 (3 classe Marcílio Dias e 8 classe Bertioga)

O Bahia e o Camaquã acabaram sendo afundados durante a campanha, juntamente com mais um navio, totalizando 486 homens perdidos.

FNS: CONTRATORPEDEIRO - 1
CORVETAS - 2

Quanto às medalhas em si, temos as segintes informações:

FNNE
Criada pelo Decreto 35587, de 2 de junho de 1954, destinada a rememorar os serviços que aquela Fôrça Naval prestou ao Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e a se concedida aos oficiais e praças que nela efetivamente serviram, nos Estado Maior e menor de seu Comando ou tripulando os navios que a constituírem.

Esta medalha, que repousa sobre uma âncora com a respectiva boça ostenta no anverso a figura quimérica do leão marinho em atitude agressiva simbolizando os mares onde a Fôrça Naval do Nordeste lutou para assegurar a integridade da honra da Pátria. No reverso a legenda Fôrça Naval do Nordeste-1942-1945.

Por meio de um passador adornado com dois golfinhos estilizados, a medalha pende uma fita branca, com duas listas verdes.

As passadeiras correspondentes as medalhas de ouro e prata será fixada uma pequena palma do metal em que a medalha for cunhada. A medalha de ouro será usada pendendo de um colar de fita preso ao pescoço. 

As demais serão presas ao peito, do lado esquerdo.

A concessão da Medalha Fôrça Naval do Nordeste era feita de acordo com o seguinte critério:

a) Ao oficial que comandou a F.N.N.E. durante a 2ª Guerra Mundial - será conferida a medalha de ouro.

b) Ao chefe do Estado Maior da FNNE e aos comandantes dosnavios que a constituiram serão conferidas medalhas de prata.

c) Aos oficiais e praças que, designados para servir na FNNE, efetivamente prestaram serviços de guerra, quer embarcados em seus navios como membros que sua tripulações, quer servindo nos Estados Maior e menor do Comando da Fôrça - serão conferidas as medalhas de bronze. 

FNS

Criada pelo Decreto 35586 de 2 de junho de 1954 era destinada a rememorar os serviços que aquela Fôrça Naval e o Grupo Patrulha do Sul prestaram ao Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e a ser concedida aos oficiais e praças que nela efetivamente serviram, nos Estados Maior e menor de seu comando ou tripulando os navios que a constituiram.

Esta medalha, que repousa sobre uma ancora com a respectiva boça ostenta no anverso a figura quimérica do leão marinho em atitude agressiva, simbolizando os mares por onde a Força Naval do Sul lutou para assegurar a integridade da honra da Pátria. No reverso, a legenda FORÇA NAVAL DO SUL 1942 a 1945.

Por meio de um passador adornado com dois golfinhos estilizados, a medalha pende de uma fita formada de três listas iguais, sendo branca a do centro e azuis as dos extremos. Na lista branca, há duas verdes igualmente afastadas das bordas. 

A concessão da Medalha Fôrça Naval do Sul era feita de acordo com o seguinte critério:

a) Ao oficial que comandou a F.N.S.. durante a 2ª Guerra Mundial - será conferida a medalha de ouro.

b) Ao chefe do Estado Maior da FNS e aos comandantes dos navios que a constituiram, serão conferidas medalhas de prata.

c) Aos oficiais e praças que, designados para servir na FNS, efetivamente prestaram serviços de guerra, quer embarcados em seus navios como membros que sua tripulações, quer servindo nos Estados Maior e menor do Comando da Fôrça - serão conferidas as medalhas de bronze. 

À esquerda, a FNS em bronze (mais rara) e à direita, a FNNE, também em bronze.



CITAÇÃO DE COMBATE - TENENTE JOSÉ GONÇALVES

“RECOMENDAÇÃO PARA CONDECORAÇÃO – 6° REGIMENTO DE INFANTARIA – 

É recomendado JOSÉ GONÇALVES, identificado sob o número 2G 62974, 1
° tenente R/2, do 6° Regimento de Infantaria, da Arma de Infantaria, natural de São Paulo, Capital, a ser recompensado com a Medalha de Combate de 1a Classe. II – No ataque nosso e contra-ataque alemão à região de Sommocolonia demonstrou ser dotado de bravura e coragem, aliados a forte moral, quando combateu com elementos inimigos de tropa “S.S.” a uma distância de 15 metros quando a todo custo, o inimigo pretendia ocupar as posições de seu pelotão. O tenente GONÇALVES só se retirou depois do esgotamento de todos os seus meios e quando para isso recebeu ordem. Na cota 702, na região do morro SOPRASSASSO, no golpe de mão efetuado àquela cota destacou-se pela bravura e audácia, ao receber uma forte concentração de fogos de morteiros e armas automáticas inimigas, apesar de seu pelotão ter tido inúmeras baixas entre mortos e feridos, o tenente GONÇALVES ainda tentou cumprir a sua missão por duas vezes, só se retraindo depois de verificar ser humanamente impossível continuar e depois de receber ordem de regressar. Na região de BOSCACCIO, pela coragem e bravura com que colocou em posição seu pelotão, num momento crítico para o batalhão, dando provas de sua excepcional bravura, o referido oficial não se intimidou perante a grave situação que aquela posição oferecia, incentivando sempre pelo seu exemplo todos os seus comandados. Na ofensiva da primavera, transpondo os terrenos mais variados possíveis, sempre à frente de seus homens, enfrentando a grande fadiga, bombardeios inimigos, revelou bravura, espírito de sacrifício, desprendimento e amor à responsabilidade.”

A História desse herói, e dos bravos de seu pelotão, é contada no livro Irmãos de Armas. lançado em 2005. Os autores são o próprio veterano e o historiador Cesar Campiani Maximiano.

Com a receita da obra destinada integralmente à Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, 'Irmãos de Armas' é um relato fiel da trajetória de um dos muitos pelotões de infantaria que formaram a Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália, entre 1944 e 1945. 

Reunindo diversos documentos raros do acervo pessoal do ex-tenente José Gonçalves, como seu diário de campanha, correspondência pessoal, jornais de trincheira, mapas, ordens de combate, dezenas de fotografias inéditas e entrevistas com integrantes do pelotão, o livro nos apresenta a história da FEB a partir do ponto de vista dos oficiais subalternos e praças, que enfrentaram a parte mais dura da guerra, em contato constante com o inimigo nas posições de front. 'Irmãos de Armas' é uma obra de grande valor histórico, pois mostra os fatos como ocorreram, com fidelidade, na visão de dois autores que se complementam, o ex-tenente José Gonçalves, comandante do pelotão de fuzileiros na campanha da FEB na Itália, um oficial competente, humano e preocupado com o seu pessoal, e o historiador César Campiani Maximiniano, preocupado com o lado documental e com a contribuição histórica da narrativa.



Para quem gosta da história da FEB, fica a dica, pois este é um dos melhores livros que há por ai sobre o tema, só superado pelo Barbudos, sujos e fatigados, já comentado aqui (na minha opinião).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ARTIGO RECÉM PUBLICADO: Morte no Mediterrâneo: O Pelotão de Sepultamento da Força Expedicionária Brasileira e suas práticas

Artigo interessante, por tratar de um tema pouquíssimo explorado pela historiografia da FEB.

Por Francisco César Ferraz e Adriane Piovezan.

In: Revista Diálogos Mediterrânicos, n.3, 2012.
ISSN 2237-6585

Resumo

A morte massiva, durante uma guerra, requer o funcionamento de uma unidade especialmente designada para recolher, identificar e sepultar os mortos de suas forças armadas, bem como encaminhar aos familiares seus objetos e pertences. No Teatro de Operações do Mediterrâneo da Segunda Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) organizou uma unidade para esses fins, o Pelotão de Sepultamento (PS). O objetivo deste artigo é discutir o papel desempenhado pelo PS nas ações da FEB.A partir da coleta e sistematização dos relatórios realizados por esta unidade,pode-se estabelecer a relação da instituição com o tratamento do soldado morto, já que cada um possuía um relatório individual com dados sobre as condições de morte, de recolhimento dos corpos, da religião, dos objetos encontrados em seu cadáver. Também é possível identificar as devoções pessoais de cada soldado através dos objetos religiosos encontrados em seus corpos após as ações de combate. Ocasionalmente, são feitas comparações com os procedimentos dos aliados norte-americanos para as mesmas situações, uma vez que a unidade brasileira reproduziu, organizacionalmente, a de seus irmãos-em-armas.

O artigo, na íntegra, pode ser baixado no link:

http://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/55

Enviado por Gustavo Lima.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A HISTÓRIA DA FEB ESTÁ ESPALHADA POR AI....

Eis uma prova de que as peças que contam um pouco da história da FEB ainda estão espalhadas por ai, sem sequer as pessoas saberem.

Esta caixa de metal do Exército, assim anunciada por um antiquário do Rio, nada mais é que uma canastra para transporte de medicamentos e outros itens do pessoal do serviço de saúde da FEB, usada, em grande parte, na Itália.

Para quem gosta de materiais da FEB, tem que estar sempre atento, pois as oportunidades podem aparecer em qualquer lugar.

Segue uma imagem:





CARLOS SCLIAR, UM FEBIANO ILUSTRE

"Carlos Scliar nasceu em Santa Maria da Boca do Monte - RS, em 21 de junho de 1920, tendo falecido no Rio de Janeiro - RJ, em 28 de abril de 2001. Foi um destacado desenhista, gravurista, desenhista, pintor, entre outros.

Gravurista por opção, apaixonou-se pela serigrafia, em cuja técnica desenvolveu várias séries. Aliás, uma das importantes características de Carlos Scliar era a sua capacidade de inovar, buscando novos materiais que lhe servissem de base e técnicas as mais variadas, desde têmpera até o acrílico, passando pelas artes gráficas. 

Em 1943, foi convocado para a (FEB), tendo seguido para o Rio de Janeiro. Nessa ocasião, conheceu a pintora Maria Helena Vieira da Silva e seu marido, o pintor Arpad Szenes, que se encontravam no Brasil como refugiados de guerra.

Em 22 de setembro de 1944, seguiu para a Itália com o 2º Escalão da FEB, comandado pelo general Cordeiro de Farias, voltando em 28 de julho de 1945. Ao retornar, trouxe consigo profundas recordações de sua passagem pelos campos de batalha. Observador atento, desenhou casas e imagens do norte da Itália, formando a série "Com a FEB na Itália", exibida no Rio de Janeiro, em São Paulo e Porto Alegre. Também retratou a si mesmo e a outros companheiros fardados."

Na FEB, Scliar foi incorporado ao I Grupo do 1º Regimento de Obuses Auto Rebocados, tendo recebido a identidade Nr 1-G 286702. Retornou junto à Tropa do QG da FEB.

 Scliar em uniforme de brim, tipicamente usado pelo Exército brasileiro, na década de 40. Foto tirada em 1944.
Uma das obras de Scliar, feita no Teatro de Operações, mais precisamente em Porreta Terme, em 1945.

Fontes:
http://www.carlosscliar.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Scliar


CORAÇÃO BRASIL EM USO NA ITÁLIA

Esta foto, encontrada na internet, serve como prova para alguns colecionadores incrédulos de que os corações brasil (modelos não convencionais) também foram usados na Itália.

Esta foto foi tirada em 1945, momento em que o General Mascarenhas entregava a medalha de guerra a alguns Oficiais, entre eles o Capitão Tácito Thephilo Gaspar de Oliveira, o que ostenta o coração brasil referenciado no parágrafo anterior.

Foto encontrada no site mauxhomepage

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NOVO DOCUMENTÁRIO SOBRE OS FEBIANOS

Surge mais um documentário sobre a FEB, desta vez sobre os saídos da cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
O nome do autor é Victor Reis , jornalista e diretor cultural, residente na cidade de São Paulo.

Vou repassar suas próprias palavras:

"Fiz esse filme com muito carinho e respeito pelos Febianos que passam por um momento muito delicado , com o possível fechamento do Museu e da associação da FEB dessa cidade (Petrópolis) por falta de verbas. 

O filme, que na verdade é um documentário, é dividido em 3 partes e envio a primeira que está finalizada. 

Nessa primeira parte visito a casa de um ex soldado de 90 anos, o senhor Natalino, que lutou no front nas batalhas de Montese e Monte Castelo, converso com sua família , e mostro cenas das comemorações em homenagem aos Febianos no desfile de 7 de setembro.

Nas outras partes abordo os problemas pelos quais passa a Associação , contando mais histórias inusitadas dos heróis da cidade, visito o Museu da FEB , converso com convidados e apoiadores e vou a uma homenagem aos ex combatentes oferecida pela Prefeitura de Petrópolis , onde converso com o Prefeito da cidade e a secretaria de Educação.

Espero que gostem, compartilhem e divulguem esse trabalho; 
estou à disposição para levar o filme e exibi-lo por completo em associações , museus e centros culturais e resgatar essa memória pouco divulgada na mídia e nas escolas.

um grande abraço a todos e se puderem me add no Facebook,
entrem em contato :D

 --- meu face ---- Victor Reis Aleixo https://www.facebook.com/victor.r.aleixo

filme : Histórias da FEB -


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Livro da Eduel aborda reintegração dos veteranos da FEB





O livro "A Guerra que não Acabou: a reintegração social dos veteranos da Força expedicionária brasileira (1945-2000)" foi lançado nesta segunda-feira próxima passada, dia 12, às 18h30, no Brasiliano Bar & Cozinha.

O livro, que teve origem na pesquisa de doutorado do autor Francisco César Alves Ferraz, professor do Departamento de História da UEL, aborda a época do término da 2ª Guerra Mundial e o retorno de milhares de pracinhas convocados para combater as forças do Eixo, na Campanha da Itália, entre 1940 e 1945, destacando que a sociedade brasileira, apesar das promessas, não estava preparada para a reintegração desses ex-combatentes.

Trecho do livro:

"Convocados, armados e treinados para o combate, os cidadãos-soldados brasileiros lutaram contra o nazifascismo, na Campanha da Itália. Vitoriosos, foram recebidos com festas e promessas de valorização social. Mas, aos poucos, os ex-combatentes e seu passado caíram no esquecimento. Ao longo de quase sete décadas, os veteranos da Força Expedicionária Brasileira têm lutado pelo reconhecimento concreto e simbólico de seus feitos. Para esses brasileiros, trata-se de uma guerra que ainda não acabou".
Enviado por Gustavo Lima.
Disponível em: www.hmmb.com.br/forum

sábado, 17 de novembro de 2012

FOTO DE ESTÚDIO DE PILOTO DA FAB - 1950

Não, esta foto não é de um piloto do Senta a Púa, nem do período da Segunda Guerra, porém achei igualmente interessante, por se tratar de uma foto do pós-guerra (datada de 1950).

Este tipo de foto é um meio de se verificar a evolução dos uniformes, brevets, e demais particularidades das Forças Armadas.

A foto em questão traz um uniforme parecido, mas ligeiramente diferente, daqueles usados pelos pilotos na Itália, uma vez que o Regulamento de Uniformes da FAB foi modificado em 1947.

Uma das diferenças, facilmente notável, é a do brevet de piloto, que a partir daquela data recebeu o listel, com a denominação ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, abaixo da parte central, além da data da Proclamação da República: 15 de novembro de 1889.

Pode ser notado o listel no brevet colocado ao lado da foto.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

XXIV ENCONTRO NACIONAL DOS VETERANOS DA FEB

Informamos a todos que, na data de amanhã - 10 de novembro, às 10 horas, realizar-se-á o XXIV Encontro Nacional dos Veteranos da FEB, na cidade de Juiz de Fora - MG.

O evento tem como objetivos: realizar o congraçamento dos veteranos da FEB e homenagear os ex-combatentes da 2 GM na guarnição de Juiz de Fora.

O local será o Largo do Riachuelo, sendo o uniforme para os militares o camuflado (4 A1, com boina) e o traje esporte para os civis.

Para maiores informações, entrarem contato com a RP da 4 Brigada de Infantaria Motorizada.

sábado, 3 de novembro de 2012

28/11 - Dia do Soldado Desconhecido

28/11 - Dia do Soldado Desconhecido
Qua, 31 de Outubro de 2012

Fonte: Site da Presidência da República
http://geopr1.planalto.gov.br/saei/noticias/32/3220

Celebra-se no Brasil, em 28 de novembro, o Dia do Soldado Desconhecido, que tem como objetivo prestar homenagem a todos aqueles que morreram em combate e cujos corpos não foram encontrados. "Túmulo do Soldado Desconhecido" é o nome que recebem os monumentos erigidos para honrar os soldados que morreram em tempo de guerra, sem que os seus corpos tenham sido identificados. A tradição desta prática teve início no Reino Unido, quando, ao fim da Primeira Guerra Mundial (1918), o país enterrou um combatente desconhecido em nome de todos os exércitos do Império britânico, na Abadia de Westminster, em 1920. Este ato simbólico levou outras nações a seguir o exemplo. Um dos túmulos mais famosos é o que está sob o Arco do Triunfo de Paris, que foi instalado em 1921 para honrar os mortos da Primeira Guerra Mundial.

No Brasil, no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, há o Túmulo ao Soldado Desconhecido Brasileiro, que representa todos os mártires da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e visa simbolizar a sepultura de todos esses militares desaparecidos em combate, resgatar a sua memória e prestar-lhes honras. Nesse "túmulo" simbólico encontra-se escrito:

"Honra a Pátria no passado: sobre os túmulos dos heróis;glorifica-a no presente: com a virtude e o trabalho; impulsiona-a para o futuro:com dedicação, que é a força da fé. Ama a terra em que nasceste e à qual reverterás na morte. O que fizeres por ela, por ti mesmo farás, que és terra, e a tua memória viverá na gratidão dos que te sucederam."

Os soldados brasileiros mortos durante a Segunda Guerra Mundial foram enterrados no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na Itália. Em 1960, os corpos foram transladados para o Brasil e enterrados no Monumento Votivo Militar Brasileiro, onde se encontra uma pira, permanentemente acesa. Em 1967, foram encontrados, na Itália, os restos mortais não identificados de um soldado brasileiro morto na campanha da FEB. Seu corpo foi sepultado em solo italiano e seu túmulo foi declarado como Monumento ao Soldado Desconhecido. O Brasil se tornou, então, a única nação no mundo a possuir dois memoriais dedicados a seus mártires e heróis de guerra.
 
Tanto o monumento do Rio de Janeiro quanto o de Pistóia são dignos de uma visita, para quem gosta da FEB, de história militar, ou mesmo da história do Brasil, pois aqueles que se encontram enterrados neles ajudaram a escrever algumas páginas da história recente do País.
 
Enviado por Gustavo Lima.
 
Fonte: www.hmmb.com.br/forum
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PANFLETO - MEDIDA PASSIVA CONTRA-ESPIONAGEM


ARTIGO - O COTIDIANO DAS ENFERMEIRAS DA FEB NA ITÁLIA

Fuçando na internet, dá para descobrir bastante coisa interessante por ai. Nosso amigo Gustavo Lima sempre nos brinda com novos achados, mesmo esse, que fora publicado em 2005.

Segue o resumo deste artigo:

O COTIDIANO DAS ENFERMEIRAS DO EXÉRCITO NA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (FEB) NO TEATRO DE OPERAÇÕES DA 2ª GUERRA MUNDIAL, NA ITÁLIA (1942-1945)

Margarida Maria Rocha Bernardes1
Gertrudes Teixeira Lopes2
Tânia Cristina Franco Santos3
Bernardes MMR, Lopes GT, Santos TCF. 

O cotidiano das enfermeiras do exército na força expedicionária brasileira (FEB) no teatro de operações da 2ª Guerra Mundial, na Itália (1942-1945). Rev Latino-am Enfermagem 2005 maio-junho; 13(3):314-21.

Estudo histórico-social, tem como objetivo analisar os desafios cotidianos enfrentados pelas enfermeiras do Exército no Teatro de Operações da 2ª Guerra Mundial, na Itália. Utilizou-se como fontes primárias três fotografias da época e depoimentos de nove enfermeiras que estiveram no conflito. As fontes secundárias constituíram-se do acervo literário referente ao assunto. Utilizou-se conceitos do sociólogo Pierre Bourdieu para apoiar a discussão. Os resultados evidenciaram que as enfermeiras enfrentaram os desafios do cotidiano na guerra e adaptaram-se às adversidades dos acampamentos/enfermarias. Conclui-se que o cotidiano das enfermeiras, nesse cenário, ao tempo que as levou ao enfrentamento de barreiras, propiciou a apreensão de novas culturas e tecnologias.

DESCRITORES: história da enfermagem; trabalho; enfermagem; prática profissional.

Apesar de ter alguns pontos um pouco diferentes de artigos escritos por acadêmicos de história, é interessante visualizar o ponto de vista de uma revista especializada em enfermagem.

Artigo completo disponível em: http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=281421844005

Fonte: www.hmmb.com.br/forum

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ALUNOS ENTREVISTAM FEBIANO

09 de Outubro de 2012

Alunos entrevistam ex-combatente

Concurso de entrevistas promovido pela Associação Mundial de Jornais revelou a trajetória de vida de Alfredo Klas, um veterano expedicionário.


A entrevista com Alfredo Klas aconteceu na biblioteca do Colégio Eurico, momento que ficou na memória dos jovens que o entrevistaram

Nascido em 30 de setembro de 1915, ele enfrentou a guerra, problemas civis e militares. Tornou-se advogado, professor e escritor. Foi músico e político. O ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Alfredo Bertoldo Klas, acumula 22 condecorações recebidas, 97 anos de idade, uma esposa, três filhos, nove netos, treze bisnetos e quatro trinetos. Ele compartilha, nesta entrevista, experiências de sua trajetória e dá para a juventude com a sabedoria de quem faz parte da história de seu país.

Colégio Eurico: O senhor entrou no exército muito jovem. Como aconteceu?
Alfredo Bertoldo Klas: Antigamente, quando o rapaz completava 18 anos ele tinha que ir para o quartel ou tirava o certificado em um curso de tiro ao alvo para guerra. Eu fiz o curso e depois entrei para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva no Exército Nacional, de onde saí como aspirante. Depois de noventa dias fui promovido ao posto de 2º tenente. Em 1943, fui promovido a 1º tenente. Em 1946, me tornei capitão, mas eu deixei os serviços militares no mesmo ano.

CE: Você sabia como era a guerra?
Klas: Eu sabia como era a guerra, mas estar lá e presenciar a guerra é muito diferente. O navio que nos levou para a Itália tinha 208 metros de comprimento e levava 5.300 soldados. Era um pequeno inferno. A guerra é uma escola para as pessoas que querem aprender a importância da vida. Lá, eu vi cidades sendo destruídas, pessoas sem casa, com fome e sentindo humilhação. Isso é a guerra.

CE: Como foi deixar sua família, seu lar e sua cidade para servir ao país?
Klas: Eu já era casado e tinha dois filhos quando fui para a guerra. Eu lembro que quando estava subindo a escada do navio olhei para trás e me perguntei: “Será que voltarei?” Foi triste, mas eu tinha um objetivo e precisava cumpri-lo. Mas, sabe, eu senti que Deus estava comigo lá o tempo todo, é por isso que eu estou vivo depois de testemunhar tanta brutalidade que costumávamos ter lá (emociona-se).

CE: Conte-nos um pouco sobre a época em que era criança e os melhores momentos que ficaram na sua memória.
Klas: Nasci em uma fazenda. Minha família não era rica, porém muito feliz. Eu lembro de um dia que meu pai saiu a cavalo, pois não tínhamos carro, e voltou com um violino. Ele me disse: “Meu filho, você vai estudar música”. E eu estudei. Depois, já adulto, entrei para a Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa e cheguei a ser presidente por nove vezes. Naquela época, esta era a maior orquestra amadora do Brasil, com sessenta músicos.

CE: E sobre a escola. O senhor era um bom aluno?
Klas: A escola era muito diferente do que é hoje. Existe uma coisa que é impossível de esquecer: a régua. Os alunos levavam muitas réguadas na palma da mão, o que não foi o meu caso porque eu sempre respeitei o professor. Hoje, o professor não tem o respeito dos alunos. Até hoje guardo uma foto do dia 7 de setembro onde aparecem o meu velho professor e os pais das outras crianças da escola.

CE: O senhor também foi advogado. Poderia nos contar um pouco dessa etapa de sua vida?
Klas: Eu me formei em Direito em 1938 e por cinquenta anos atuei na defesa de pessoas carentes. Depois disso entrei para a Universidade Estadual de Ponta Grossa para lecionar a disciplina Estudos de Problemas Brasileiros, onde fui coordenador da disciplina e chefe do Departamento de História. Também fui presidente da comissão para a construção do campo de esportes, interventor do Centro Psicotécnico e diretor do Museu Campos Gerais.

CE: Como o senhor avalia a educação atualmente comparada ao tempo em que o senhor lecionava?
Klas: Nós precisamos recuperar o valor do aprendizado porque os professores, hoje, fazem parte de uma classe desprotegida e mal-remunerada. Alguns políticos, na véspera das eleições, prometem melhorar a saúde, segurança e educação, mas só prometem e não cumprem. Esta é a atual situação da educação no nosso país.

CE: O senhor se tornou escritor. Por quê?
Klas: Porque eu tinha o desejo de contar o que realmente aconteceu na guerra. O meu primeiro livro foi “A verdade sobre Guanella: um drama da FEB”. Ele estava pronto em 1956, porém, não pude publicar devido à censura da época. Em 2002, cinquenta anos depois, eu publiquei. Meu segundo livro, “A verdade sobre Abetaia: drama de sangue e dor no 4º ataque da FEB ao Monte Castello”, foi publicado em 2005.

CE: O senhor tem alguma mensagem para deixar aos jovens?
Klas: Eu diria que devem aprender para saber, saber para fazer coisas boas, usar a inteligência, a capacidade e a formação, e elevar Deus acima de tudo. O progresso, nossa pátria e a família são as bases da sociedade. Fortaleça seus ideais para que seja o instrumento de fortalecimento dos ideais morais, cívicos e educacionais que irão influenciar o destino do país, a nossa casa. Nós devemos trabalhar pela nação, pelo povo e por nós, para sermos felizes.

A entrevista

O trabalho foi produzido por: Ana Otávia dos Santos, Erik Kremes Lara, Mainara de Oliveira, Maria Rita Ribeiro, Paola Doim e Renan de Moura, sob orientação dos professores João Amauri Palhado e Sanny Duarte, do Colégio Estadual Eurico Batista Rosas (Carambeí-PR), para o concurso mundial ‘A Entrevista dos Meus Sonhos - Um festival global de reportagens feitas por jovens sobre histórias de sucesso’, promovido pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), em maio deste ano. Saiba mais no site http://www.vamoslerjornaldamanha.com.br.

Enviado por Gustavo Lima.
Fonte: www.hmmb.com.br/forum

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

LISTAGEM DOS MORTOS NÃO IDENTIFICADOS DA FEB

No MNMSGM há várias informações para os visitantes, espalhadas por todos o monumento. Na parte de baixo, ao lado da cripta, há uma parte da parede onde se encontra a lista dos febianos desaparecidos em ação.

Na lista, aparecem 16 militares, sendo seis do Regimento Ypiranga e dez do Regimento Sampaio, não por acaso, todos da arma de infantaria.

Foram cinco sargentos e onze cabos/soldados.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ESPADA DE OFICIAL E BUSTO DO MARECHAL MASCARENHAS DE MORAES - MNMSGM

Perambulando pelo MNMSGM, no aterro do Flamengo, descobri que a espada de Oficial do Marechal Mascarenhas de Moraes está guardada naquele Monumento.

Junto à espada, encontram-se um busto e, ainda, o bastão de comando da FEB. A espada de General do mesmo militar foi mostrada no ano passado, aqui neste espaço.

A espada mostrada aqui foi usada, também, pelo filho e pelo neto do Marechal Mascarenhas.




domingo, 30 de setembro de 2012

DIPLOMA DA CRUZ DE MÉRITO DE GUERRA COM ESPADAS 2 CLASSE, GEFREITER EWALD SCHMIDT - 232 DIVISÃO DE INFANTARIA

A 232 Divisão de Infantaria alemã foi criada em 26 de junho de 1944, tendo sido a última a ser deslocada para a defesa do território italiano, durante a Segunda Guerra.

Após cerca de 2 meses de preparativos, a Divisão finalmente começou a ser deslocada para o front italiano, pertencendo inicialmente ao Exército da Ligúria (agosto de setembro de 44) e depois ao 14 Exército (a partir de novembro).

A Divisão foi formada em Wildflecken, tendo sido comandada pelo Generalleutnant Eccard Freiherr von Gablenz.

A seguir, um raro documento outorgante da medalha Cruz de Mérito de Guerra com Espadas, ao então Gefreiter (posto) Ewald Schmidt, datado de 1 de setembro de 1944.

Histórico dessa medalha:

A Cruz de Mérito de Guerra, instituída antes do início da guerra, fazia parte integrante da estrutura de condecorações do Terceiro Reich, preenchendo vazios que existiriam de outra forma, tanto nas áreas civis quanto nas militares.Em tempos anteriores, a Cruz de Ferro com fita "não-combatente" distinguia autoridades estaduais, civis e auxiliares militares que contribuíram para o esforço de guerra. No entanto, tornou-se evidente, a partir de experiências na Primeira Guerra Mundial e da Guerra Civil Espanhola, que somente esta condecoração não seria suficiente para reconhecer o grande número de forças civis e auxiliares que foram necessárias para travar uma guerra moderna.
 
Este novo conceito de guerra exigiria mobilização quase completa, gerando uma perspectiva que mais tarde foi conceituada como a Guerra Total. Para reconhecer os milhões de alemães que foram empregados diretamente em apoio à Wehrmacht, e aqueles empregados nas indústrias de guerra, tais como estaleiros, depósitos de munições, fábricas de aviões, e linhas de montagem, uma condecoração de maior peso era necessária.


Na área militar, a República de Weimar tinha deixado um vazio quando, após a Segunda Guerra Mundial, aboliu os prêmios militares estaduais germânicos. Estes prémios haviam desempenhado um papel significativo ao premiar tanto bravura quanto atos relativamente comuns de mérito militar. No final, várias novas condecorações foram criados por Hitler, entre elas a Cruz de Mérito de Guerra (Das Kriegsverdienst Kreuz, ou KVK), que foi instituída em 18 de outubro de 1939.

A Cruz de Mérito Guerra com espadas reconhecia aqueles militares cujos atos de coragem estavam acima do dever, mas não cumpria os critérios para a outorga da Cruz de Ferro. Esses atos podiam ser na forma de bravura, mas não sob fogo inimigo direto, ou as operações de combate por meio do planejamento / liderança do mesmo. Todos os membros das forças armadas eram elegíveis, sem distinção de grau, e os não alemães Aliados foram igualmente elegíveis.A Cruz de Mérito de Guerra acabou por ser utilizada para reconhecer praticamente qualquer serviço, e se tornou a condecoração alemã mais amplamente distribuída durante a guerra. 

A condecoração concedida a Herr Schmidt ocorrera no dia imediatamente anterior ao início do deslocamento da Divisão para a Itália. Ou seja, ocorreu ainda em Wildflecken.





Abaixo, a assinatura do General Gablenz, Comandante da 232 DI durante toda a campanha.




Trata-se de um documento bastante raro. 

FEB HERÓIS ESQUECIDOS - UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI



Curta metragem de 22 minutos produzido pela Universidade Anhembi Morumbi, que conta um pouco da história da Força Expedicionária Brasileira. Vídeo com relatos de veteranos do 11 RI e conhecimentos doutrinários do Prof Dr Cesar Campiani.

Enviado por Gustavo Lima.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

THE LAST RIDGE: BATALHAS EM MONTANHA DA 10 DIVISÃO

Este pequeno vídeo mostra, com imagens de época, um pouco da trajetória da Divisão americana que atuou como vizinha da FEB nas operações desencadeadas em fevereiro de 1945, culminando com a tomada de Monte Castello e todas as adjacências.

Foi crucial para a liberação da estrada SS 64, rumo à Bologna.

Filme em inglês, com a duração de 5 minutos e meio.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DOCUMENTÁRIO - O BRASIL NA BATALHA DO ATLÂNTICO

Lançamento do Documentário O Brasil na Batalha do Atlântico

LUIS GABRIEL
http://www.sentandoapua.com.br

Link do trailer: http://www.youtube.com/watch?v=WZlOrP2YMJI&feature=player_embedded

14SET2012 - Contando com a presença do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de MOURA NETO, e outras autoridades civis e militares, foi lançado no Rio de Janeiro, na Escola de Guerra Naval, o terceiro documentário da BSB Cinema sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial: O Brasil na Batalha do Atlântico.

Neste documentário, o Diretor Erik de Castro, resgata depoimentos emocionados de Veteranos das Marinhas Mercante e de Guerra, e de sobreviventes dos naufrágios impostos pelos submarinos do Eixo,.fechando assim a trilogia da atuação das nossas Forças Armadas na Segunda Guerra..

Com um estilo bem próximo àquele encontrado no Senta a Pua, os 120 minutos de projeção passam sem que o espectador perceba. A dupla Julio Zartos (animação) e Eugênio Matos (trilha sonora) também assina este belíssimo documentário que retrata, com muita felicidade, a atuação destes homens que certamente são os mais esquecidos dentre aqueles que participaram do maior conflito do século XX.

"Durante a Batalha do Atlântico, o Brasil escoltou 3.164 navios mercantes em 575 comboios, contudo, no decorrer do conflito, foram afundados 3 navios de guerra e 30 navios mercantes, nos quais faleceram 1.927 pessoas, sendo 469 militares da Marinha, 956 tripulantes dos navios mercantes e 502 passageiros. " (Divulgação BSB Cinema)

Biografia e Filmografia do Diretor
Erik de Castro é cineasta e sócio-diretor da BSB Cinema Produções. Graduou-se em Cinema pelo Los Angeles City College (LACC) e fez especialização em direção de atores na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba. Atuou como correspondente internacional do jornal Correio Braziliense nos EUA e criou e foi co-autor da coluna 'Cinefoco' (Revista Foco). Produziu, co-escreveu e co-dirigiu o média-metragem "Razão Para Crer" (1996) - 'Menção por Excelência Criativa' no 30º Festival de Filme e Vídeo dos Estados Unidos. Em 2001 lançou seu primeiro longa-metragem, o documentário "Senta a Pua!" ('Menção por Excelência Criativa' no 33º Festival de Filme e Vídeo dos Estados Unidos; Troféu 'Coppa Festival del Cinema di Salerno' - Itália; Troféu 'Boto de Ouro' - Melhor Filme, Júris Oficial e Popular - 1º Festival de Cine-Vídeo da Amazônia; e Troféu 'Estrela do Mar' – Melhor Filme e Melhor Montagem - 12º Festival de Cinema de Natal). Produziu "A Cobra Fumou" (2003), de Vinícius Reis. Em 2010, lançou "Federal", seu longa de estréia na ficção (Melhor Thriller e Melhor Ator - Michael Madsen - no New York International Independent Film Festival – 2011).

Produção: Keilla Pinheiro e Erik de Castro | Produção Executiva:Heber Trigueiro e Solange de Barros | Roteiro:Marcio Bokel e Erik de Castro |Fotografia:Cezar Moraes, ABC | Montagem:William Araújo e Heber Trigueiro | Som:Juarez Dagoberto e Wilsinho Andrade | Animação:Júlio Zartos e William Araújo | Música Original:Eugênio Matos.

[Ano de produção 2012 | Duração 82 minutos | Som Estéreo | Classificação indicativa Livre].

Enviado por Gustavo Lima.

Fonte: www.hmmb.com.br/forum

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

VEÍCULO HALF TRACK M3A1 FEB - 1 DIVISÃO DE EXÉRCITO

O veículo de transporte de pessoal de meia lagarta M3 foi um veículo blindado usado pelos Estados Unidos, o império britânico e os outros Aliados, inclusive o Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 43.000 veículos foram produzidos, porém não há muitos por ai em funcionamento. No Brasil, acreditamos que este seja um dos únicos em funcionamento, pois os demais do Exército servem apenas como peças de exposição.

As três primeiras fotos foram tiradas na Semana da Independência, por ocasião da exposição de materiais militares no MNMSGM, evento anunciado neste site.

Entre as duas guerras mundiais, o Exército dos EUA procurou melhorar a mobilidade tática das suas forças. Com o objetivo de encontrar um veículo de infantaria de alta mobilidade, o Departamento de Material Bélico havia avaliado o projeto do meia-lagarta, testando os modelos franceses Citroën-Kégresse. A Companhia White Motor produziu uma viatura meia-lagarta protótipo, usando o seu próprio chassis e o corpo do carro Scout M3.O projeto, utilizando muitos componentes comerciais para melhorar a confiabilidade e aumentar taxa de produção, foi padronizado em 1940, cabendo a construção  à Autocar Company, a T Diamante Motor Company, e a White Motor Company.Os primeiros veículos tiveram, como armamento, uma metralhadora Browning calibre .50 (12,7 mm) modelo M2. A carenagem da viatura foi toda blindada, tendo um obturador ajustável blindado para o radiador do motor e um pára-brisas à prova de balas.




Os halftracks foram, inicialmente, extremamente impopulares, sendo apelidados de "Caixas de Purple Heart" (uma referência à condecoração sombria do Exército dos EUA para os feridos em combate) por tropas americanas. As principais queixas eram em torno da ausência total de protecção de cabeça contra sopro e estilhaços de artilharia, e que a armadura era inadequada contra fogo de metralhadora.


Dados do veículo:

Peso 9,3 toneladas
Comprimento 6,18 metros
Largura 2,22 metros
Altura 2,26 metros
Tripulantes 3 ​​+ 10 soldados
Principal armamento 
metralhadora M2 .50 (12,7 mm)
Motor 147 hp (110 kW)
Potência / peso 15,8 hp / tonelada
Combustível - capacidade 60 gal EUA (230 l)
Autonomia de 175 milhas (282 km)
Velocidade 45 mph (72 km / h)

Vídeo americano sobre o M3


O veículo mostrado nestas fotos pertence à 1 Divisão de Exército. É um remanescente do Esquadrão de Reconhecimento da FEB.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SOUVENIR DE MÁRMORE FIORENTINO A5

Mais um souvenir fiorentino trazido por febiano. Desta vez um pouco diferente, apesar de também ser feito em mármore colorido. Trata-se de um distintivo do 5 Exército na vertical, tendo ao seu pé uma representação do capacete M 1, um dos maiores símbolos representativos dos soldados aliados.




terça-feira, 18 de setembro de 2012

CAPITÃO ALVARO ALVES DOS SANTOS - COMANDANTE DA SEÇÃO DE CONTRA-INTELIGÊNCIA DA FEB

De vez em quando descobrimos que alguns de nossos leitores são parentes diretos de febianos. Desta vez, quem mandou dados para a confecção deste artigo foi o Sr Carlos Eduardo dos Santos Queiroz, neto do Gen. Bda. Alvaro Alves dos Santos, falecido em 1974, que na guerra, (enquanto Cap. Inf.), foi comandante do CIC (Counter  Inteligence Corps ou Seção de Contra Informação de Campanha), ou seja, a contra espionagem da FEB.

O mesmo sugeriu a leitura, (e inclusão na bibliografia recomendada), do livro Caçando Espiões de Geraldo Batista de Araújo, uma narrativa sobre o dia a dia do CIC durante a campanha na Itália.
Há um artigo sobre esse assunto no link: http://segundaguerra.net/ultimo-segredo-da-feb-a-batalha-silenciosa-da-contra-espionagem/ , porém alguns termos usados não condizem, como, por exemplo, chamar os fabianos do CIC de SS. Até porque o pessoal da SS alemã não era espião.
 Primeiramente, uma foto de estúdio





Na segunda foto, o Cap Alvaro analisa uma carta topográfica do terreno, em frente ao Monte Castello, provavelmente analisando o dispositivo inimigo para os próximos ataques.


Clássica foto na neve dos Apeninos

Foto de Oficiais brasileiros e americanos, em oportunidade após a entrega da Ordem do Mérito Militar brasileiro aos Oficiais americanos.








Foto do Capitão Alvaro no QG do General Zenóbio da Costa.

Os dog tags
O diploma da Cruz de Combate, com interessante texto.
Diploma da Medalha de Campanha, provavelmente segunda via, tendo em vista a data.


Diploma da Medalha de Guerra do Brasil





Diploma não tão comum para um Oficial febiano, o da Medalha de Campanha no Atlântico Sul, da Força Aérea Brasileira





Diploma italiano da Medalha Croce ao Valor Militar. Esse é apenas o segundo diploma de febiano que vejo desta medalha.






Diploma, também raro, de curso realizado por alguns Oficiais brasileiros na Escola de Infantaria dos Estados Unidos, em 1943.



Sua Cruz de Combate de segunda classe, primeiro modelo.


Medalha de Campanha da FEB






Medalha de Guerra, primeiro modelo.


Medalha de Campanha no Atlântico Sul, da FAB






Patches do 5 Exército de Campanha, sendo um de fabricação americana e dois italianos.


Patch da FEB, modelo 1949.





Foto do militar, desta vez como General, portando algumas das medalhas aqui mostradas.




Foto do jantar de despedida do CIC, na Itália, em 1945. Note que há brasileiros e americanos.





Por fim, uma foto do livro que faz menção ao CIC, uma parte pouco explorada da história da FEB.



Vamos agora a alguns conceitos para entender melhor o trabalho do CIC:

- Contra-Inteligência é o conhecimento necessário para a proteção e preservação da força militar, incluindo a segurança contra espionagem e sabotagem.

- As medidas de segurança a serem adotadas podem ser tomadas com base no conhecimento de contra-inteligência, por meio da produção de conhecimento sobre planos, operações, capacidades, ações de sabotagem e organização para o combate.- Sabotagem é descrita como a destruição intencional de materiais que prejudiquem uma determinada força na guerra.- Como organização (Seção), a contrainteligência consiste de pessoal, juntamente com suas habilidades e métodos, organizados com base nos arquivos de dados, de forma a tornar contínuo o processo de produção de conhecimento, de forma a ser utilizado nas horas de necessidade. 

A ser continuado.....

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Os interessados devem fazer a inscrição através do e-mail:

SANTINHOS DA FEB

Aqui está um ramo da coleção da FEB que não aparece muito por ai, o dos santinhos da FEB. Havia muitos objetivos ao se mandar fazer um santinho. Mostraremos aqui dois desses modelos. O primeiro é referente à Oração para a Nossa Senhora das Vitórias, feito ainda na Itália, para a missa de 24 de junho de 1945.
O segundo refere-se à graça pelo retorno do 3 Sgt Waldemar José de Carvalho, do Regimento Sampaio, em missa de 26 de agosto de 1945, já no Brasil.
Estes dois documentos são mais provas de que os expedicionários e sua famílias eram crentes em Deus, seja qual for a religião.